Fotografia, Arte e Poesia



quinta-feira, 18 de março de 2010

ABRIL
(Thiago Corban)



Se um amigo nos fizer chorar
Existirá outro amigo, para nos fazer sorrir
Se um dia Alguém se esquecer do seu aniversário
Lembre-se que a vida foi o melhor presente
Se você pensar em desistir no meio do caminho
Sempre haverá uma pessoa para estende-lhe a mão
Se um dia se sentir sozinho, por qualquer razão
Um bom livro será sua companhia
Se um dia esquecermo-nos do passado
O futuro nos trará lembranças
Se um dia o amor se perder na ilusão
Então retornara a sua velha casa
Se um dia acordar triste
Leia este poema

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Poética


(Manuel bandeira)

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

UM POETA PARA SER LEMBRADO!



Fio da vida
(Thiago de Mello)


Já fiz mais do que podia
Nem sei como foi que fiz.
Muita vez nem quis a vida
a vida foi quem me quis.

Para me ter como servo?
Para acender um tição
na frágua da indiferença?
Para abrir um coração

no fosso da inteligência?
Não sei, nunca vou saber.
Sei que de tanto me ter,
acabei amando a vida.

Vida que anda por um fio,
diz quem sabe. Pode andar,
contanto (vida é milagre)
que bem cumprido o meu fio.

POBRE DO GATO SIÃO

(Thiago Corban)

Sião era macho da raça angorá
Pena que não sabia miar
Era puro de alma
Não comia ratos, pois era vegetariano
Do signo de sagitário não fazia muitos planos
Não comia ração preferia alface
Tinha medo de tudo de sombra e da chuva
Gato safado!
Não ficava na rua, e com medo da violência
Dormia de baixo da cama.

domingo, 24 de janeiro de 2010

PARABÉNS SÃO PAULO 456


São Paulo

São Paulo, és chamarisco, com certeza!
Filhos postiços te conhecem bem.
És berço do trabalho, és fortaleza.
Mas para erguer-te vêm povos d´além.

E esperançosos de encontrar riqueza
De todos os recantos eles vêm.
Insistem na labuta com firmeza
se querem conquistar algum vintém.

E o esforço em bloco é que te faz enorme.
São Paulo, és a cidade que não dorme.
Embora tenhas na alma um peito de aço.

Na condição de irmão hospitaleiro
abrigas com carinho lisonjeiro
o mundo inteiro;sob teu regaço.



São Paulo Amigo

Sou felizarda por morar aqui
Nesta cidade amada do Brasil,
Onde inteira de sonhos me vesti
Para tornar a luta mais sutil.

São Paulo, com orgulho eu te escolhi
Porque és a fonte de riquezas mil.
Que és nobre terra, há muita descobri,
Meu bom São Paulo de alma varonil.

Foste a esperança viva do planalto,
Dos bandeirantes a ideal conquista
A crescer para os céus pelo asfalto.

Deixas esperançosos o mundo inteiro.
E até para quem nunca foi paulista
Entregas teu carinho hospitaleiro!...



São Paulo em Ação

Com força assim, não pode haver igual.
Cresces depressa e assustadoramente!
Segues veloz em marcha triunfal
Enaltecendo Anchieta eternamente.

E, no calor do abrigo fraternal,
Dás esperança para muita gente
Seguir em rente, em busca do ideal,
Fazendo-te maior diariamente.

Terra adorada de Piratininga,
És tu, a mais audaz conquista,
Onde qualquer projeto sempre vinga.

Bendita sejas pela eternidade,
Porque és de todos, o torrão paulista.
Pátria a crescer em prol da humanidade.



São Paulo Gigante

Oh! Meu São Paulo gigante,
Metrópole da nações.
Tu tens o poder triunfante,
De prender os corações.

Vinte cinco de janeiro,
Data que ficou na história
Por um povo hospitaleiro,
É festejada com glória.

A tão famosa garoa
A penumbrar a cidade
Vai molhando a terra boa
Com gotinhas de saudade.

Oh! metrópole querida
Amada por todos nós
A tua fama é conhecida
E como cresces veloz.

Vinte e cinco de janeiro
Data que ficou na história
Por um povo hospitaleiro,
É festejada com glória.


( poesias são de autoria de Analice Feitoza de Lima )

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É O CARA!



Avô, mesmo que a gente morra, é melhor morrer de repetição na mão, brigando com o coronel, que morrer em cima da terra, debaixo de relho, sem reagir. Mesmo que seja pra morrer nós deve dividir essas terras, tomar elas para gente. Mesmo que seja um dia só que a gente tenha elas, paga a pena de morrer".

(Os Subterrâneos da Liberdade - Agonia da Noite)

Não tem como falar da Bahia e não falar de Jorge amado o baino do bem....

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Motivo (Cecília Meireles)




Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada