Fotografia, Arte e Poesia



domingo, 29 de janeiro de 2012

Jaime Sabines

LA COJITA ESTÁ EMBARAZADA La cojita está embarazada. Se mueve trabajosamente, pero qué dulce mirada mira de frente. Se le agrandaron los ojos como si su niño también le creciera en ellos pequeño y limpio A veces se queda viendo quién sabe que cosas que sus ojos blancos se le vuelven rosas. Anda entre toda la gente trabajosamente. No puede disimular, pero, a punto de llorar, la cojita, de repente, se mira el vientre y ríe. Y ríe la gente. La cojita embarazada ahorita está en sus balcón y yo creo que se alegra cantándose una canción: "cojita del pie derecho y también del corazón".

sábado, 28 de janeiro de 2012

BILHETE

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mário Quintana

terça-feira, 26 de abril de 2011

TRABALHADORES IMÁGINARIOS


São anônimos do cotidiano, saíram de longe em busca de um engano.
Deixaram suas famílias, fotos e recordações.
Ficam a beira da sociedade e vivem a margem da miséria.
Mas são eles que constroem edifícios e mansões
Mas moram em favelas
São eles que constroem a cidade, soldados do cotidiano.
De uma sociedade egoísta que não se importa com tais elementos
Suspensos nas alturas transformam a inútil paisagem da cidade.
Entre guindastes seu nome pode ser Antonio como pode ser José.
Aglomeram-se em meio a vagões apertados e nunca chegam atrasados
Tem a fé inabalável esperam por uma vida melhor
Deixaram seu sangue e derramaram seu suor, com as forças de seus braços limpam ruas constroem viadutos. E para nós inda continuam sujos.
Não damos bom dia e muito menos boa noite,
Não reconhecemos como cidadão, como brasileiros.
Vivem no imaginário da cidade populosa
Que deixa a sorte pobres homens.
Que esperam voltar para sua cidade e levar com sigo um pouco de felicidade,
Esperam rever pai e mãe.
Que cidade ignorante, soberba e incensa ta.
Eles levantam escolas porem seus filhos não pode estudar,
Eles zelam por suas casas mais também lá não podem entra.
Trabalhadores analfabetos
Quem ditara os seus decretos?
Quem ouvira as suas petições? E de certo que felicidade é morar em barracões
Quanta Maria estão pelas calçadas
Quanta empregada você tem
São filhos do norte, com o sonho da cidade, almejam dinheiro e sucesso.
Sonham com sua casa na periferia ou o estudo descente para dar para as filhas.
Fazem parte da geografia da metrópole, do contexto social.
Do caos banal da marginalidade
São fantasmas nas ruas da cidade.

(Thiago Corban)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Querer (Pablo Neruda)


Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CÉTICO 79


Não creia em tudo aquilo que está lendo.
Duvide até da própria assinatura.
Não cante sem reler a partitura.
Recuse poesia com remendo.

Se um cego diz seu seu calvário horrendo,
coloque mais pimenta, que ele atura.
Se ser um masoquista é o que ele jura,
no máximo masturba-se escrevendo.

Cantando espalharei por toda parte,
mas sei que poucos vão acreditar
que sou Átila, Nero ou Bonaparte.

Vá lá, não sou guru nem superstar.
Na dúvida, porém, nunca descarte
que onde há fumaça o fogo pode estar.

Glauco Mattoso

domingo, 7 de novembro de 2010

Brasil,Brasil


(Thiago Cornban)


Brasil de Pelé
Brasil de Antonio
Brasil de Maria

Brasil de malandro
Brasil de Alberto
Brasil de Carlos

Brasil de Ronaldo
Brasil de despossuídos
Brasil de Lurdes

Brasil do Cinema
Brasil da favela
Brasil de Ipanema

Brasil de Fagundes
Brasil sem educação
Brasil sem índios

Brasil da copa
Brasil da corrupção
Brasil da burguesia

Brasil da CHOAB
Brasil do metrô
Brasil do norte


Brasil Jobim
Brasil da fé
Brasil das crianças

Brasil do verde e do amarelo
Brasil da democracia
Brasil, Brasil, Brasil...

sábado, 6 de novembro de 2010

MAR...


MAR...


Deve ser doce morrer no mar.
E se esconder no horizonte.
Lamentar a solidão
Que ao longe encosta

Deve ser doce o gosto da morte
Que não se sabe pra onde vai...
Deixar família
Rezar por paz.