Fotografia, Arte e Poesia



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

POBRE DO GATO SIÃO

POBRE DO GATO SIÃO (Thiago Corban) Sião era macho da raça angorá Pena que não sabia miar Era puro de alma Não comia ratos, pois era vegetariano Do signo de sagitário não fazia muitos planos Não comia ração preferia alface Tinha medo de tudo de sombra e da chuva Gato safado! Não ficava na rua, e com medo da violência Dormia de baixo da cama.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Até Quando...

ATÉ QUANDO Até quando a dor de existir Até quando a miséria que vejo E me pergunto até quando... Até quando o choro da criança perdida Que viu a mãe sair e não voltar mais Até quando serei castigado pela ética vã Até quando ficarei no escuro Esperando outros dias claros de paz Até quando o sangue que rola as ladeiras manchara nossos pés Até quando vou ouvir tiros na madrugada E correria nas vielas Até quando vai continuar nossa hipocrisia vil Até quando o verde dessa flâmula Será castigado por você Até os despojos nos servira de comida Até quando brindaremos a morte Até quando teremos vida.